O TRABALHO ARTÍSTICO É UMA DESOBSESSÃO EM MASSA

Quanto mais as ondas do campo vibratório são desenvolvidas em velocidade e em comprimento, mais a impressão sentida pelo perispírito é viva, penetrante e comparável, em termos humanos, à impressão que nos proporcionam os sons agudos.
(O Espiritismo na Arte – 3ª lição de Massenet – Léon Denis)

Em um Show ou em uma Atividade Artística onde se apresenta uma arte feita com amor, quando o artista está se apresentando, o público está sendo magnetizado, extremamente atraído pelo que está sendo interpretado, então é um canal poderoso de transformação dos sentimentos das pessoas, é uma desobsessão em massa para encarnados.
As Casas espíritas trabalham com a desobsessão de encarnados com um número que suas casas comportam, mas em um Show ou em uma Atividade Artística, isso se amplia, é uma desobsessão para muitas pessoas, e às vezes para milhares de pessoas.
Mas que canal nós artistas espíritas estamos sendo para essa desobsessão? Como nós artistas estamos nos preparando? O que estamos fazendo? Estamos orando antes das apresentações? No final das apresentações estamos agradecendo a Deus pelo trabalho realizado naquele dia e pela assistência espiritual promovida durante as apresentações? Existem espíritos necessitados de todas as categorias e após os Encontros Artísticos, Shows e Festivais eles são atraídos, recebidos, encaminhados e tratados.
(Mensagem recebida mediúnicamente no Instituto Oficina de Arte em 25/02/2009)

 

TRATAMENTO PELA ARTE

Arte na Espiritualidade

“... Prontos a iniciar, Rembrandt se dirigiu aos visitantes em nome de artistas e dirigentes da colônia:
-  Irmãos de ideal crístico, tomamos a liberdade de preparar-vos uma pequena mostra do trabalho que tanto comoveu nossa Maior Benfeitora e que a fez patrocinar com sua bondade de mãe nossos desejos de melhor servir em nome d’Ele a todos os que sofrem. Corações ligados ao dela, apreciaremos as muitas surpresas desta tarde.
E retirando-se, deu por iniciada aquela festa espiritual.
O que começou a acontecer então diante dos olhares atônitos e emocionados da platéia, só pobremente poderemos descrever.
Dramatização e música, poesia e mímica, balé e canto coral, um a um os números apresentavam em múltiplas facetas, o Evangelho do Senhor, cantado, dançado e representado com inexcedível Amor e Veneração. Pintores e escultores, orquestras e solistas, faziam jorrar de suas obras, realizadas ao vivo, vibrações de paz e alegria sem par. Cintilações de cores belíssimas se mesclavam aos júbilos fraternais saindo diretamente do coração espiritual dos artistas, de suas vozes, de suas mãos, banhando profusamente, um a um, os seres da platéia em êxtase.
Enquanto fixavam a atenção na beleza ímpar do espetáculo, os enfermeiros e médicos, sob uma orientação maior, iam medicando, balsamizando feridas, limpando perispíritos dos assistentes mais necessitados, que, concentrando-se mentalmente naquilo que se passava diante deles, nada mais percebiam, nem mesmo o socorro que recebiam de médicos e enfermeiras.
Finalizados há um só tempo espetáculos e curativos, encerrava a apresentação da peça de encantador balé. A cada movimento das ágeis bailarinas, de suas vestes diáfanas coriscavam energias revigorantes, a restaurar as forças morais dos espíritos presentes. Do alto, coroando o final, chuva de delicados jasmins perfumou o ambiente envolvendo a todos, doentes, convidados e trabalhadores, num clima de profunda paz.
Profundamente sensibilizados com o que vivenciavam, os convivas de esferas mais altas, acompanhados dos artistas e trabalhadores da saúde, reuniram-se em breve a Diain, numa sala isolada, parabenizando seus anfitriões pela belíssima apresentação que unira Evangelho e Arte num só e fulgurante elo, cativando corações para o Mestre dos Mestres.
Convidados a apresentarem-se, foram logo se acomodando em volta da mesa alongada, em cuja superfície vítrea ondulavam cintilações verde-esmeralda, deram-se as mãos durante a mentalização do Pai Nosso.
Marcada em paragens sidéreas luminosíssimas, iniciava-se, sob a direção de Diain, a assembléia de esperança que fora convocada por Maria, a protetora das Famílias e dos Lares. Sereno e complacente, o oriental de faces encantadoras assim dirigiu-se aos seus companheiros:
- Irmãos em Cristo,
Aqui reunidos para deliberar sobre honroso convite de nossa benfeitora, o que assistimos há pouco foi uma demonstração em pequena escala do trabalho que a Arte, nesta Colônia de dores e reparações, vem realizar para suavizar um pouco o sofrimento das criaturas e em nome de Nossa Mãe começamos a experimentar a união de medicina e arte num mesmo esforço socorrista dos planos espirituais.
Gostaria que nossos irmãos encarregados das áreas mais específicas desta tarefa, Rembrandt e Adolfo, detalhassem para nós as particularidades deste projeto que foi desenvolvido aqui junto aos suicidas.
Irmão Rembrandt, por favor, fale-nos sobre o papel da Arte neste plano que, em sua segunda etapa, será também realizado entre os encarnados, mas irá iniciar-se junto às camadas de sofrimento aqui mesmo na Espiritualidade. 
Tomando a palavra, explanou Rembrandt sobre o assunto:
- Como todos sabemos, a Arte pura é a mais elevada contemplação espiritual que as criaturas podem alcançar. O trabalho da Arte e do artista, ligados a Deus, foi sempre o de fazer vibrar o sentimento humano em uníssono com o Divino Amor.
Durante nossas representações artísticas a luz espiritual que emana da Arte feita com Amor é fundamental para a elevação dos sentimentos em direção ao bem.
Livres das restrições da fisicalidade, onde nossa força mental é grandemente tolhida, nossos pensamentos e sentimentos, agindo em harmonia, tornam-se um dínamo espiritual, gerador de luzes multicores como as que vimos exteriorizadas pelos artistas em cena. O estado emotivo que as vibrações positivas criam é algo semelhante à afinação dos diversos instrumentos de uma orquestra a fim de que seja tocada num mesmo tom a música a executar. Harmonizados os artistas num mesmo tom, ou seja, o desejo de salvar para Cristo, suas emoções e experiências individualizadas transformam-se em luzes, como se o artista fora um gerador de energias mais profundas, produzindo intensa corrente vibratória que irá atingir aos que lhe estiverem próximos.
É sabido que a luz estimula a crescer; todas as coisas vivas dependem dela para se manter em equilíbrio. A luz  é, portanto, em nosso plano, uma das maiores forças do Universo, visto que suas irradiações visíveis ou invisíveis, pressionam os demais corpos, como já o comprovou até mesmo a cética ciência terrena.
Se soubermos dirigir estes jatos luminosos sobre os necessitados, tendo nossa mente centralizada na oração, os induziremos a se colocar em breve tempo em comunicação com as Esferas Superiores. Neste estado, os doentes expandem sua aura, exteriorizando com mais facilidade seus íntimos dissabores e anseios, numa limpeza d’alma sem igual.
Ao mesmo tempo, ao tornarem, pela expansão da aura individual, visíveis suas mazelas, é mais fácil se conseguir o diagnóstico das moléstias que afligem seus perispíritos.
Com a Arte, estaremos realizando a cura pelas cores durante o espetáculo.
Criando em cada festa espiritual clima propício à pregação evangélica, estes festivais abertos a todos, sem distinção, serão como um chamariz, uma isca, um arauto apregoando, em todos os lugares de sofrimento e dor, o convite divino, como os enviados do rei para o convite do festim de bodas, para o reencontro dos filhos pródigos com o Pai.
Será desta forma que os espíritos com tarefas na Arte colaborarão neste novo empreendimento de paz.
Sendo uma das funções do perispírito a de absorver as energias da luz e redistribuí-las, influiremos com os raios coloridos emanados de nossas apresentações cristãs, na modificação dos ideais de nossos companheiros mais sofridos. Arte e terapia, cor e vida é o que oferecemos, senhores.

O interesse dos presentes era evidente. Retomando a direção da conversa, levantou-se o oriental, agora mostrando ao seu redor cintilante aura azul cerúlea. Olhando a marcante figura de Adolfo, Diain o convida a explanar por sua vez sobre a atuação médica no projeto ali estudado.
- Caros irmãos, começou, vosso adiantamento espiritual já vos deu inúmeras chances de estudarem mais a fundo o quanto os processos de saúde e enfermidade, harmonia e desarmonia são associados e dissociados conforme a direção mental que recebam da nossa vontade.
Os doentes a que nos referimos são em sua grande maioria, pessoas desorientadas, sem o comando da razão, sem o domínio da própria mente. Escravizada ainda pelos instintos, a maioria de nossos irmãos se deixa conduzir por eles, sem a força da razão a lhes equilibrar os descaminhos. Seus desequilíbrios morais, agredindo as divinas leis de sustentação da vida, vão macerando seus corpos, o físico e o espiritual, até que a doença se instale.
Toda emanação mental menos digna se reflete imediatamente no campo magnético em torno da criatura, pontilhando de manchas a sua aura, inundando-a de corpúsculos mentais que alteram a sua cor e freqüência naturais.
Em seres sadios, a aura esplende naturalmente e a podemos ver tão claramente como vemos a que envolve nosso irmão Diain. Mas no estado de doença projetados por mentes enfermiças, a aura como que se interioriza, tornando-se quase invisível e dificultando nossos exames do campo magnético essencial.
Essa descompensação vibratória cessa quando em estados mentais positivos, o paciente em simbiose mental com o grandioso espetáculo artístico que assiste, interrompe a corrente de pensamentos viciosos de ódio e autopiedade que o envolvem, libertando, sem interferências ou frustrações, seus pensamentos e desejos mais íntimos.
Ampliando-se desta forma, pelo toque sutil da arte, seu campo mental, a aura reaparece ,e  em seu espectro eletromagnético, todos os centros de força e desequilíbrio carregado por aquela criatura são visíveis a olho nu.
E enquanto nossos irmãos necessitados estiverem livres de toda tensão, sintonizados com a corrente mental do espetáculo edificante, terão os trabalhadores da área da saúde espiritual melhores condições de diagnóstico e tratamento aos doentes.
Sem que eles sequer se apercebam, enquanto a arte lhes harmoniza e saneia as mentes, nós estaremos medicando, estabilizando e curando seus corpos espirituais. (...)
Em condições normais muitos desses irmãos não nos permitiriam sequer nos aproximássemos. Após socorrermos um a um, acabada com o sucesso a festa das artes da qual participaram vivamente, sem restrições ou censuras e aliviados de suas dores, estarão tão comovidos que aceitarão com mais brandura nossas orientações. Aliviados de suas dores morais e infinitamente melhor em seus corpos espirísticos, estarão mais ao alcance das aquisições celestiais.  É assim que a medicina atuará nos festivais de arte, como o quer nossa protetora Maria de Nazaré. ”

(Pescadores de Almas - Walkíria Kaminski - Cap. O  mandamento Maior

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Ao longo de nossa jornada terrena, temos encontrado a inspiração para os nossos projetos artísticos nas edições de cada Festival de Arte Espírita e nos estudos do Instituto Oficina de Arte. O Cd “Espiritismo – Escola da Alma”, tema do 18º FAE, reúne canções com temática espírita, voltado a ouvintes que pretendem conhecer o Espiritismo, aos já simpatizantes e estudiosos da Doutrina, assim como àqueles que atuam no movimento espírita, ministrando cursos de sistematização doutrinária na evangelização de crianças, jovens e adultos. Amor, evolução, fé, atitude cristã e temas universais estudados à luz da Doutrina dos Espíritos, como a mediunidade, lei de causa e efeito, corpos astrais e reencarnação estão presentes de forma alegre e didática nesse Cd que ofertamos ao Movimento Espírita.

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CD "Hinos Espíritas" Faz parte da Coleção "Oficina de Arte Interpreta..." Volume 01. Contem músicas conhecidas como "Alma Gêmea", "Hino a Bezerra de Menezes", "Quanta Luz" e muitas outras canções de diversos autores espíritas. Foi lançado em 2004.

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CD "Estações" - Foi inspirado no livro A Caminho da Luz - do Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xaviier - e nas demais obras estudadas pelo Grupo Oficina de Arte, para o X FAE no ano de 2001.

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